segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Santa Rita de Jacutinga: Fazenda Santa Clara e Cachoeira Santa Clara

Depois de nos aventurarmos pela trilha e Cachoeira do Pacau e almoçarmos no Restaurante do Duque, finalmente, chegamos ao nosso passeio cultural em Santa Rita de Jacutinga: visita a Fazenda Santa Clara. Uns dos grandes motivos para nós querermos conhecer a fazenda são as inúmeras lendas que rondam a fazenda, onde foi gravada a novela Terra Nostra.

De acordo com a história, a Fazenda Santa Clara foi uma grande produtora de café e ponto de comercialização de escravos, no final do século XVIII. Dizem que pela fazenda teriam passado aproximadamente 2800 escravos. Por esses motivos, as histórias que são contadas em Santa Rita de Jacutinga, é que até os dias de hoje se ouve pessoas chorando, correntes sendo arrastadas e outras coisas assustadoras. 

Apesar de ser uma parte bastante triste da nossa história achamos que seria interessante conhecer, principalmente, porque a bisavó do Bruno contava histórias da fazenda com propriedade, pois ela chegou a morar lá como filha de escrava que já nasceu após a Lei do Ventre Livre.

Antes de sairmos de Santa Rita de Jacutinga, passamos no Centro de Informações Turísticas e confirmamos com o Glayson se a Fazenda estaria aberta numa sexta-feira, pois como já comentamos, a cidade funciona, principalmente, no fim de semana. Ele chegou a ligar para o filho da dona da fazenda, que disse que a mãe dele estava na casa e poderia fazer a visita guiada. Entretanto, quando chegamos na fazenda, uma senhora atendeu dizendo que não havia visita naquele dia. Então, a nossa dica é vá apenas no fim de semana para não correr o risco de perder a viagem como nós.
Fazenda Santa Clara
Aproveitamos que estávamos perto e passamos na Cachoeira Santa Clara, mas comparando com Cachoeira do Pacau, que tínhamos feito de manhã, ela era muito pequena e não nos animamos a ficar muito tempo.




Dados:
Paga-se para entrar na Fazenda Santa Clara: Não tenho certeza se é R$10 ou R$15 por pessoa.
Localização: Estrada Santa Rita - Rio Preto, Km 20

Viagem realizada em Dezembro de 2013.

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Santa Rita de Jacutinga: Restaurante do Duque

Depois da trilha para conhecermos a Cachoeira do Pacau, demos uma passada na pousada porque pretendíamos aproveitar a parte da tarde para a penúltimo passeio da cidade. E como os nossos tênis ficaram completamente ensopados da cachoeira era necessário trocar de roupa. 

Saímos da pousada por volta de 13 horas e só chegamos ao Restaurante do Duque aproximadamente às 14h30min. Existem duas opções de caminhos para chegar a esse restaurante, que não é próximo ao centro de Santa Rita de Jacutinga. Podemos ir pela estrada que leva ao Rio de Janeiro, que na época em que fomos não era a melhor opção, pois a estrada é de terra e estava muito esburacada. Ou podemos ir pela estrada de Minas, foi a nossa opção de volta e apesar de também ser de terra se encontra em melhor condição que a outra. 

Para chegar até o restaurante basta seguir as placas, elas aparecem ao longa da estrada com bastante frequência e nos mostra quantos quilômetros faltam para chegar ao restaurante, que também conta com uma hospedagem.

O Restaurante
Ao chegarmos ao local, o que mais nos encantou foi a decoração. Antes de nos sentarmos ficamos apreciando  muitos dos artesanatos que estão expostos numa pequena saleta e nas paredes do restaurante. Eles são bastante interessante e estão quase todos a venda.



Em relação ao almoço, o esquema é o seguinte. O Restaurante do Duque é mais um restaurante de comida caseira. Eles cobram o preço fixo e você pode se servir da comida que está disposta como num self-service e também das sobremesas, quantas vezes quiser. A parte desse valor se encontram apenas as bebidas.



De uma maneira geral, a comida estava boa, mas nada demais. Isso nos deixou um pouco surpresos porque o restaurante tinha sido muito bem recomendado, entretanto, existe a possibilidade da nossa impressão não ter sido das melhores por conta do horário. Conforme a dona do restaurante nos contou depois o horário de fechamento é às 16 horas, nos saímos de lá por volta de 15h30min.



Se eu tivesse que indicar um restaurante diria a você para ir ao Restaurante da Dona Tereza. Foi mais saboroso e acolhedor. Mas o Restaurante do Duque tem uma decoração linda e comida boa e, o mais importante, fica próximo a uma das atrações mais famosas de Santa Rita de Jacutinga: Fazenda Santa Clara.

Dados:
Almoço e sobremesa: R$ 15,00 por pessoa - bebidas a parte.

Viagem realizada em Dezembro de 2013.

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Santa Rita do Jacutinga: Cachoeira do Pacau

Uma das trilhas muito bem indicadas pelo Glayson, do centro de informações turísticas foi a da Cachoeira do Pacau. Ele nos disse que a cachoeira valia muito a pena, mas nos aconselhou a irmos com um guia nessa trilha, pois, segundo ele, para chegar até a cachoeira a mata era mais fechada.


Cachoeira do Pacau
Por esse motivo, na noite anterior a esse passeio, entramos em contato com um guia credenciado indicado pelo responsável pelo Centro de Informações Turísticas de Santa Rita de Jacutinga. Nós marcamos com ele as 9 horas da manhã, pois queríamos fazer a trilha na parte da manhã e na parte da tarde ir a Fazenda Santa Clara. Chegamos ao centro de informações turísticas na hora marcada e o guia já se encontrava lá. 

Saímos em direção a Cachoeira do Pacau, mas antes havia uma parada. Aproximadamente, no Km 12 da estrada, pegamos uma entrada a direita, seguimos mais 1 km e chegamos na Cachoeira Vargem do Sagrado. Nesta parada, apenas descemos do carro e tiramos algumas fotos. Segundo o guia, a cachoeira se encontra numa propriedade privada, por esse motivo, o dono cobra R$ 2,00 para entrar e tomar banho. Como éramos apenas nós dois e o passeio seria apenas de meio dia, resolvemos que aproveitar a atração principal, a Cachoeira do Pacau, seria melhor do que perder um tempo nessa pequena "amostra grátis". Portanto, voltamos para a pista e na altura do Km 20 paramos para começar a trilha da Cachoeira do Pacau. 


Cachoeira Vargem do Sagrado
Nesse momento, eu percebi que para essa trilha um guia credenciado faz diferença. O local de acesso a trilha se inicia na beira da pista. Portanto, o guia sabia exatamente onde devíamos deixar o carro, além de o local de uma fonte de água natural para reabastecermos as garrafas, caso fosse necessário, e depois começarmos o caminho.



O caminho até a Cachoeira do Pacau é feito por uma mata razoavelmente fechada. Levamos, aproximadamente, 20 minutos para descer e uns 15 para subirmos na volta. A trilha não é difícil, mas por causada da mata fechada, se não conhecer bem o local é possível se perder. O nosso guia nos disse que já encontrou pessoas perdidas enquanto descia com outro grupo.



Quando chegamos na base da cachoeira vimos que todo o esforço vale a pena. A cachoeira é ótima e enorme, são aproximadamente 90 metros de queda d’água. Primeiro, ficamos lá descansando e apreciando. Depois batemos umas fotos e, por último, vencemos o medo da água gelada e tomamos um belo banho de cachoeira. Acredito que ficamos na cachoeira mais de 1 hora e meia.  Minha dica é ou tenham aquelas sapatilhas próprias de mergulho ou andem na cachoeira com tênis, pois as pedras são pontiagudas além de escorregadias.

Na volta para Santa Rita de Jacutinga, paramos ainda no mirante da região. Nele, você consegue perceber ainda mais a dimensão da cachoeira e como a queda d’água é bonita e imponente. Além de fazer pensar que há poucos minutos atrás estávamos embaixo daquele monte de água. 


A vista do Mirante
Por último, passamos pela Cachoeira do Mendonça. Ela fica entre uma ponte e a continuidade da estrada. Por esse motivo, não pudemos parar, nem mesmo para bater foto. Foi apenas uma passagem.

Dados:
Guia: R$ 80,00 o casal – Lembrando que o carro e gasolina foram por nossa conta.

Viagem realizada em Dezembro de 2013.

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Santa Rita de Jacutinga: Restaurante da Dona Tereza

Chegamos ao Restaurante da Dona Tereza por volta das 15 horas. Eu achei que nem teria mais almoço, porque era uma quinta-feira, e como descobrimos mais tarde, a cidade Santa Rita de Jacutinga tem movimento no sábado e no domingo. Durante a semana, é mais vazia e, por isso, alguns lugares não abrem. 

A Dona Tereza nos falou que ela mesma, normalmente, não abre durante a semana. Mas como o Glayson, do centro de informações turísticas, tinha avisado a ela que íamos, ela preparou uma comida e aguardou nossa chegada. Portanto, eramos os únicos no restaurante, que é uma gracinha.




O restaurante é simples, na verdade, me pareceu uma extensão da casa da Dona Tereza. A comida também é simples. Quando chegamos, ela logo perguntou se sabíamos que o restaurante era de comida caseira. Eu não sabia, mas imaginava e isso não era problema para gente. Inclusive, o nome do Restaurante era Fogão a Lenha, mas não pegou. Então, ficou mesmo o nome da Dona Tereza.





Nós não tivemos opção de escolha de comida, ela apenas nos informou o que tinha e se tínhamos algum problema com as opções disponíveis. Nós não tínhamos e ela colocou tudo na nossa mesa. Tudo estava muito saboroso, tanto que comemos tudo e não sobrou nada. A comida era tão boa e por um preço tão interessante que pensamos em almoçar lá no dia seguinte, mas acabou não acontecendo e eu me arrependi.

Dados:
Almoço e bebidas: R$ 44,00 (apenas dinheiro)

Viagem realizada em Dezembro de 2013.

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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Santa Rita de Jacutinga: Cachoeira do Meirelles e Boqueirão

Em nosso primeiro dia em Santa Rita de Jacutinga, fomos até o centro de informações turísticas. Lá encontramos o Glayson que conversou com a gente sobre os principais passeios a serem feitos na cidade, considerando que teríamos uns três dias e meio livres e o restante passaríamos com a família do Bruno.

Em nossa conversa, descobrimos que Santa Rita de Jacutinga é conhecida como a cidade das Cachoeiras porque nela se encontram, oficialmente, mapeadas aproximadamente 70 cachoeiras. Então, atividade e lugares para conhecer é o que não faltam, não é mesmo?! Depois dessa conversa, resolvemos pegar o carro e ir para o nosso primeiro destino.

Cachoeira do Meirelles e Boqueirão

Para começar essa atividade, nós tínhamos duas opções: contratar um guia que saísse com a gente desde Santa Rita ou ir até Cruzeiro, um dos três distritos de Santa Rita de Jacutinga, e fechar com uma pessoa por lá, o que sairia bem mais barato. Lembrando que segundo o Glayson de Santa Rita até o boqueirão são uns 18 km. Eu, realmente, pensei em fechar com o guia saindo desde Santa Rita, mas o Bruno preferiu a segunda opção, algo que foi muito mais indicado pelo Glayson também.



Saímos do centro de informações turísticas, seguindo de carro para Cruzeiro, com o nome de uma pessoa que nos levaria de Cruzeiro até as cachoeiras. Depois de andar muito de carro, achar que estávamos no caminho errado porque as placas de sinalização eram bastante esporádicas encontramos o local e a pessoa indicada: João da Mata.

Logo na entrada da cidade, fomos informados que não poderíamos cruzar a ponte que dava acesso a Cruzeiro de carro, pois devido as chuvas ela tinha sido danificada, mas a prefeitura já tinha comprado as novas vigas para arrumá-las e logo o problema estaria resolvido. Por esse motivo, deixamos o carro ao lado da ponte e atravessamos andando.



O Sr. João da Mata só faz o trabalho de guia até as cachoeiras durante os fins de semana, pois durante a semana, ele trabalha para a prefeitura. Por isso, ele pediu para que um conhecido dele nos levasse até a cachoeira. Como nós chegamos em Cruzeiro, por volta, do meio dia, o rapaz pediu para irmos caminhando que ele encontraria com a gente mais a frente. É importante informar que o Sr. da Mata e a pessoa que nos auxiliou no caminho não são guias oficiais. Acredito que sejam moradores da região e fazem esse trabalho apenas como um extra.

Nós seguimos o caminho indicado, até o momento em que nos deparamos com uma porteira de vacas. Não conseguimos fazê-las se moverem para que pudéssemos passar e ficamos ali, parados, até o rapaz chegar. Para ele que está acostumado, tudo foi tão simples. Rapidamente, ele fez com que as vacas se mexessem e passamos tranquilamente por elas.



Logo depois do local onde as vacas se encontravam, chegamos a Cachoeira do Meirelles. Esta cachoeira é composta por várias quedas d’água formada pelas pedras e acaba em uma refrescante piscina natural com um poço para banho. Nós paramos primeiro nela e batemos foto. Não tivemos animo para enfrentar a água gelada, pois o dia não estava dos mais bonitos. Depois desses minutos de contemplação, seguimos para a trilha a caminho do Boqueirão da Mira, que são mais 2 km de caminhada.




A caminhada até o Boqueirão da Mira não foi muito fácil, mas não é impossível. Grande parte do caminho é em campo aberto. Tanto na ida como na volta nós fomos surpreendidos por um grande número de bois. O rapaz pediu para ficarmos atentos pois esse gado era um pouco mais selvagem. Já na parte mais próxima da cachoeira, a mata era mais fechada e em alguns momentos mais íngremes o que pedia um pouco mais de atenção ao andar para não escorregar. Mas, com certeza, esses pequenos momentos de aventura, valeram a pena ao chegarmos lá.



O Boqueirão da Mira é “o maior cânion de Minas Gerais” e se encontra em uma Unidade de Conservação Ambiental (APA – Área de Preservação Ambiental). O Cânion do Boqueirão é formado por duas altas pedras paralelas, com aproximadamente 50 metros de altura, por suas fendas correm as águas do Rio Pirapetinga. Após seu deslocamento pela fenda, a água forma uma piscina natural e uma cachoeira ao lado. Os visitantes podem entrar nadando pela fenda, mas segundo o rapaz nos informou o local é fundo e nem um pouco claro.




Conversando com pessoas da região, elas nos informaram que, quando a ponte estava boa, era possível seguir de carro até próximo a entrada da Cachoeira do Meirelles. Então, acreditamos que logo será possível andar menos ainda para chegar até essas cachoeiras. Para nós, parece que o melhor lugar para deixar o carro seja próximo ao local onde encontramos as vacas com a porteira fechada.

Por último, queria fazer uma consideração sobre o guia. Se tivéssemos fechado no centro de informações turísticas em Santa Rita o valor seria de R$ 40,00 por pessoa, indo no nosso carro e com a nossa gasolina. Com o rapaz que fez o serviço de guia, saindo do Cruzeiro nos pediu R$20,00 os dois. Por um momento, eu achei se tivéssemos feito com um guia credenciado, poderíamos ter recebido informações únicas da região, mas depois de fazermos a trilha do Pacau, percebemos que não é bem assim. Por isso, a diferença de preço valeu bastante a pena. 

É importante dizer que é sempre bom fazer este tipo de atividade com um guia credenciado. Apesar dessa não ter sido essa a indicação que recebemos no Centro de Informações Turísticas da cidade.

Dados:
Guia: R$ 20,00

Viagem realizada em Dezembro de 2013.

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Santa Rita de Jacutinga: Review – Pousada O Meu Canto

Depois que decidirmos que iríamos visitar a avó do Bruno na pequena cidade de Santa Rita de Jacutinga e eu fazer a pesquisa de como poderíamos aproveitar os nossos dias lá, resolvemos ficar na cidade 4 dias em meio. Só que como a avó do Bruno já tem uma idade avançada, e com visita quer fazer tudo para agradar, decidimos passar 3 dias numa pousada e apenas um fim de semana na casa dela para não darmos trabalho e ficarmos à vontade para passar o dia todo fora.

Não tivemos muitas opções na hora de reservar a pousada, no Booking aparecem apenas duas opções de pousadas. Por conta do nome de uma das pousadas o Bruno achou que ela ficava bem longe do centro da cidade, então, por acaso acabamos encontrando a Pousada – O Meu Canto na internet e acabamos fechando com eles. 

A Pousada
A pousada – O Meu Canto é bastante grande, pelo que percebemos tem uns 20 quartos, uma área de convivência de tamanho razoável, garagem, espaço para jogos, uma área de piscina e churrasqueira. Além do espaço do café da manhã, que é bastante grande. Ficamos sabendo que nesse espaço são feitas festas como a ceia de Natal e Réveillon e grandes jantares em datas comemorativas.





O quarto tem um tamanho bom, com uma TV pequena, das antigas, e ventilador de teto. A pousada não conta com ar-condicionado e eu acho que não faz muita falta, pois nós fomos em meados de dezembro e o clima estava agradável, quando ligamos o ventilador ficamos com frio.




Uma coisa que me incomodou um pouco foi em relação ao banheiro. Na parte onde ficava a cortina, havia algum problema porque todas as vezes que tomávamos banho, a parte de fora do box ficava bastante molhada.























Associado a isso, as toalhas de banho não foram trocadas todos os dias, então, tudo ficava meio úmido no banheiro. Se você já leu outros review’s de hotéis e pousadas nossos, devem ter notado que nós não somos a favor das trocas de toalhas todos os dias. Mas isso se aplica quando o local tem ventilação e clima para elas secarem e esse não era o caso. 

Nos dias em que ficamos lá, apenas nós estávamos hospedados. Por isso, a mesa do café da manhã tinha pouca quantidade de todos os itens disponíveis, era quase contado um pra cada um. Não tinha também frutas, o que eu senti um pouco de falta. Mas a Márcia, responsável por muitos cuidados da pousada, sempre aparecia quando chegávamos para o café perguntando se queríamos ovos mexidos.



Nossas impressões
No inicio da nossa pesquisa, descobrimos uma Fan Page da cidade. Logo depois descobrimos que ela era controlada pelo filho dos donos da pousada, que foi com quem eu sempre tive contato e fechei a nossa reserva. Então, acompanhando a Fan Page posso afirmar que eu esperava mais da pousada. Mas pode ter que as pequenas coisas que me incomodaram tenha ocorrido apenas porque eramos os únicos na pousada.

Também esperava ter encontrado com a pessoa com que troquei informações pela Fan Page, pois, em nossas conversas, ele pareceu bastante solicito em nos auxiliar a montar o roteiro e fazer os passeios pela cidade. Entretanto, enquanto estávamos lá não o vimos nenhum dia. Só que também percebemos que Santa Rita do Jacutinga, fora da alta temporada, só funciona nos finais de semana para os turistas, conforme vamos contar nos próximos post's.

Ao chegar na cidade, descobrimos que ela conta com mais algumas pousadas, mas elas não são muito divulgadas na internet, algumas eu encontrei  no site na cidade. São mais algumas opções para quem deseja conhecer a cidade.

Portanto, apesar de pequenas coisas que nos incomodaram, Pousada – O Meu Canto é uma boa opção para quem vai passar uns dias na cidade.

Dados:
3 diárias: R$ 320,00

Viagem realizada em Dezembro de 2013.

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Minas Gerais: Santa Rita de Jacutinga - uma cidade de aventura

Já tem alguns anos que ouço falar de uma cidade pequena de Minas Gerais, Santa Rita de Jacutinga é a cidade onde mora a avó do Bruno. Durante um bom tempo, relutei em conhecer a cidade, afinal, eu sou muito urbana e achava que ir para uma cidade pequena era perder dias em que poderia viajar para lugares mais interessantes.

Só que esse ano não tive mais como evitar. Então, para tornar esses dias menos perdidos, pelo menos segundo a cabeça, resolvi pesquisar sobre a cidade e descobri que essa pequena cidade oferece muitas atividades. Passamos 4 dias e meio na cidade e fizemos diversos passeios interessantes. Para começar, que tal um pouco sobre a cidade que não é uma das mais conhecidas.


A Cidade
Santa Rita de Jacutinga é uma cidade pequena do interior mineiro, mais especificamente na zona da mata mineira, na divisa com o estado do Rio de Janeiro. A cidade conta com 5 mil habitantes em um território de aproximadamente 442km².

Seu clima é ameno, as noites são frescas e o céu estrelado. A cidade possui um ar de tranqüilidade e simplicidade, características que a torna um refúgio para os que desejam encontrar algo oposto à correria das grandes cidades.

Apesar de pequena, a cidade conta com uma igreja em cada bairro. Além da Igreja da Matriz de Santa Rita de Cássia e a Igrejinha do Alto, situada a 800 metros de altura no Monte Calvário, dedicada a Nossa Senhora Aparecida.


Vista da Igreja do Alto
História
Até meados do século XVIII, o que hoje é Santa Rita do Jacutinga era apenas um sertão habitado por índios. Por volta de 1736, uma das trilhas de contrabando de ouro foi descoberta. Iniciou-se, então, o povoamento do sertão. Inúmeras fazendas foram sendo construídas na região, a mais famosa delas é a Fazenda Santa Clara que até hoje é um ponto turístico. Mas a construção da cidade de Santa Rita do Jacutinga só ocorreu, efetivamente, em 1945.

Atrações
Santa Rita de Jacutinga é uma cidade capaz de agradar a muitos gostos e idades. Por ser uma cidade pequena é agradável para quem procura tranqüilidade, caminhadas suaves, visitas às fazendas históricas, comida mineira e um bom bate-papo com seus moradores, contadores de “causos”.

Por outro lado, a natureza também é um excelente atrativo. A cidade conta com muitas cachoeiras, belas matas e trilhas, picos com vistas lindíssimas e o cenário ideal para a pratica de esportes de aventura, como Rapel, Rafting e Escalada, além do Treking e Cavalgada.

Se você desejar ir numa época mais animada, o melhor mês para visitar a cidade é Maio, pois no dia 22 é dedicado a padroeira Santa Rita de Cássia. Ao longo desse mês, a cidade fica em festa com barraquinhas, leilões, missas e eventos religiosos que vão até a primeira segunda-feira de junho e animam a população e os visitantes.


Túnel que passava Maria Fumaça.
Como Chegar

Partindo do Rio de Janeiro:
1° - Pela Rodovia Presidente Dutra até Volta Redonda. Cruzar a cidade no sentido do bairro Voldac, neste bairro cruzamento sentido Santa Rita do Zarur, seguindo até Amparo. São mais 25 km até Santa Isabel e apenas mais 10km em estrada de terra até Santa Rita de Jacutinga. Total de 170 km.

2° - Pela Rodovia Presidente Dutra entrar para Barra do Piraí. Dentro de Piraí, no trevo do Belvedere seguir no sentido de Ipiabas e depois para Conservatória. De lá, mais 20 km até Santa Isabel. Todo este trecho é asfaltado. Já em estrada de terra são apenas mais 10 km até Santa Rita de Jacutinga.

Partindo de São Paulo:
1° - Pela Rodovia Presidente Dutra até Volta Redonda. Cruzar a cidade no sentido do bairro Voldac, neste bairro cruzamento sentido Santa Rita do Zarur, daí até Amparo. Mais 25 km até Santa Isabel e apenas mais 10km, em estrada de terra, até Santa Rita de Jacutinga. Total de 380 km.

2° - Pela Dutra até Cachoeira Paulista, saída 39 até o trevo de Caxambu. No sentido de Juiz de Fora entrar na cidade de Bom Jardim de Minas. A partir daí são mais 32km, em estrada de terra, até Santa Rita de Jacutinga.

Partindo de Belo Horizonte:
Seguir pela BR-040 até pouco antes de Juiz de Fora, quando deve-se entrar para Lima Duarte/Caxambu. Ir até Bom Jardim de Minas, entrar na cidade. A partir de Bom Jardim de Minas são 32 km de estrada de terra até Santa Rita de Jacutinga. Total de 380 km.

Viagem realizada em Dezembro de 2013.

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